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Creio que não aja quem não tenha se comovido com a tragédia do Haiti e, se é brasileiro, também se sensibilizado em saber que entre aquelas milhares vítimas, estava a brasileira, Dra. Zilda Arns. No caso específico da Dra. Zilda, nos dias que se seguiram ao seu trágico desaparecimento, claro, não faltaram declarações, das mais emocionadas, enaltecendo suas virtudes.
Aliás, quem acompanhou ao longo dos anos sua brilhante trajetória, sabe que essas manifestações mostram que não é favor nenhum, por exemplo, afirmar, como afirmou uma ilustre autoridade nacional, declarando que “A Dra. Zilda pode ser considerada uma dessas pessoas que se inclui na seleta galeria de seres humanos integrais do nosso tempo, do qual fazem parte ninguém menos do que Madre Paulina, Madre Tereza e Irmã Dulce, criaturas humildes que se agigantaram diante dos desafios, melhorando mundo, obviamente, com isso impedindo que se descreia de vez, o que nos leva a deduzir, portanto, que criaturas desta estirpe, na verdade são pessoas que quando morrem, figuradamente falando, não se enterram, mas sim, se semeiam, tal a energia que são capazes continuar a transmitir, mesmo depois que se vão”.
Assim, sendo, o exemplo da Dra. Zilda mostra que, mesmo que rolem soltas as falcatruas e a falta de ética mundo a fora, a verdade é que enquanto nosso planeta existir, sempre haverá pessoas despojadas a servirem seus semelhantes, otimizando os parcos recursos materiais, aliando a eles, como foi o seu caso específico, os conhecimentos de médica pediatra e sanitarista, deste modo estimulando mentes e corações a darem o melhor de si, por aqueles que não poucas vezes estejam desprovidos de tudo.
Então, ao refletir sobre a grandeza de sua obra, logicamente, há muitas conclusões a que se pode chegar, como, por exemplo, o fato de que somente alguém com amor tão estremado como Dra. Zilda teve, regado com doçura e simplicidade, evidentemente, consegue criar uma rede fazendo com que se mais de 280 mil voluntários, só no Brasil, ajam tão sabiamente e voluntariosamente.
Portanto, não há dúvida que seu exemplo, certamente, continuará sendo largamente imitado, por tantas criaturas que se engajam em algum projeto de vida, em favor do próximo, pela simples motivo de, na verdade, arte de servir está em não esperar nada em troca, como Dra. Zilda soube fazer em vida, o que sem dúvida, a constitui num belo exemplo a ser seguido. Francisco H. Schork www.lidervisionario.com.br
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