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Uma Picada – Um Caminho – Uma Estrada PDF Imprimir E-mail
Escrito por Analores Jahn   
Qui, 04 de Fevereiro de 2010 12:14
Há 124 anos precisamente, os imigrantes alemães, russos e letos – munidos de machados, facões e picaretas se embrenharam na mata virgem de Joinville rumo litoral norte a procura de uma localidade onde a terra fosse fértil e houvesse água em abundância onde pudessem fixar moradia, se desenvolver e progredir.

A jornada não foi fácil, chovia muito na época, sem contar os animais peçonhentos que encontravam ao longo do caminho, sofreram com as doenças como a malária e a solidão que fazia parte de seu cotidiano. Os dias eram longos e muito cansativos. Sentiam saudades das esposas e filhos que ficaram no galpão de recepção de imigrantes em Joinville.

Passaram fome e frio, mas não desistiram, eram homens de fibra e de muita coragem para terem saído de um país desenvolvido em busca de uma nova vida numa terra completamente estranha. Onde o futuro era uma incógnita, um caminhar no escuro, era preciso fazer o caminho caminhando a cada passo na incerteza de chegar, de apostar no sonho bem planejado, sem se importar com o tempo que iriam levar e as dificuldades que iriam enfrentar.

Foram dias e noites muito difíceis, segundo os relatos do Pastor Lange, em suas memórias, editadas pelos familiares no livro “Um Caminho de Fé”. Onde se lê, “chegamos à tarde do dia 29 de junho a agradável Joinville e pisamos no chão da nova pátria. A pequena localidade de escassos 3.000 habitantes causa uma impressão rural. Pequenas casas cercadas de jardins, comparável talvez a pequenos balneários alemães. Os habitantes são quase exclusivamente alemães e por isso somente se ouve falar o alemão. (pois assim era no ano de 1886). Os irmãos ficaram abrigados no rancho de recepção semelhante a um buraco, na JOINVILLE. Tudo nos parecia tão novo e estranho; parecia ser impossível instalarem-se com as famílias, mulheres e crianças, na mata virgem sem caminhos”. Partiram então fazendo uma picada, para abrir o os primeiros traços de algo que poderia se transformar em um caminho. Para mais tarde com muito trabalho e esforço transformar-se numa estrada de fluxo muito importante para a região Litoral Norte. Onde se cavalgava com mulas e carros de bois buscando mantimentos de Joinville - uma pequena e bucólica cidade - situada na região norte do estado.

A margem esquerda da “Sied Straese,”, na divisa de Joinville com “bananal”, primeiro nome dado a hoje Guaramirim, foi construída a primeira pousada, que pertencia à família de Alfonso e Paula Jahn. Uma casa imponente, os que ali passavam, parava para dormir ou então tomar um bom banho e se alimentar, (contam que a comida era muito farta e deliciosa), para depois seguir viagem já satisfeita, fortalecida e descansada da longa caminhada. Na época não havia muitas pessoas morando ao longo da estrada.

Por isso na maior parte do tempo, caminhavam e empurravam as carroças e puxavam os cavalos e bois pelos cabrestos e cangas. Principalmente em tempos de chuva, quando a estrada se tornava um caos, uma calamidade pública, mas era preciso continuar o sonho que era grande e a vida um ato de fé, esperança e amor. Continuaram sem esmorecer, por isso, ainda existe a Estrada do Sul em “Brüderthal” só que transformada e revitalizada “SC 413,” ou “Rodovia do ARROZ”, como queiram. Uma bela obra, toda asfaltada dando a região uma outra (visão), agora é bem melhor trafegar de um lado para o outro. Há conforto sem perda de tempo. Ainda, se pode continuar a sonhar em dias melhores para as pessoas que moram aqui as margens da rodovia, melhores preços para seus produtos, e menos despesas para levá-los ao comércio e aos grandes centros, com mais facilidade.

A Rodovia do arroz é a rodovia da esperança e da gratidão. Idealizada pelo atual governador Luiz Henrique da Silveira, que não mediu esforços para que se tornasse realidade. Mas, ele não estava sozinho não, tinha um companheiro de luta ao seu lado, esforçado e destemido, que se empenhou e batalhou junto com o governador para que essa magnífica obra se concretizasse a tempo. Este homem hoje é nada mais, nada menos que o nosso prefeito, seu nome Nilson Bylaardt.
 

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