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Santa Catarina está entre os dez Estados mais transparentes PDF Imprimir E-mail
Escrito por Ilton Piram   
Qua, 14 de Julho de 2010 16:00

O Portal Prestando Contas, lançado dia 26 de maio pelo Governo do Estado de Santa Catarina, foi classificado como o 6º melhor do país no Índice de Transparência do Executivo Federal e dos estados, lançado nesta quarta-feira (14) em Brasília, pela Associação Contas Abertas.

O evento aconteceu na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e Santa Catarina foi representada pelo diretor de Contabilidade Geral da Secretaria da Fazenda, Wanderlei Pereira das Neves. No quesito “Série Histórica e Freqüência de Atualização”, o Estado catarinense sobe para a 4ª colocação no ranking. No ranking geral, Santa Catarina aparece praticamente empatado com Minas Gerais, Estado referência em gestão, e bem à frente de outros como por exemplo Rio de Janeiro (12º colocado) e do Distrito Federal (14º).   “Santa Catarina foi um dos primeiros Estados a disponibilizar o Portal. A partir de agora poderemos evoluir com base nos critérios estabelecidos pelo novo Índice”, planeja Neves.

A próxima adaptação será a troca do endereço de acesso ao Portal Prestando Contas para www.transparencia.sc.gov.br, seguindo recomendação de padrão a ser adotado por todos os Estados.   Criado por um comitê de especialistas em contas públicas, o Índice de Transparência tem como escopo avaliar, com base em parâmetros objetivos, se os governos estão sendo transparentes ou não na divulgação das informações orçamentárias. “Nossa função não é apontar a qualidade ou a eficiência no uso dos recursos públicos, mas indicar os mais e menos transparentes para que a própria sociedade identifique eventuais desvios. Quanto mais transparente, mais fácil será para a sociedade entender os gastos e fiscalizar a honestidade e a eficácia do governante”, afirma o secretário-geral do Contas Abertas, Gil Castello Branco.   O instrumento social é lançado quase dois meses após a edição do decreto que regulamentou a Lei Complementar 131, também conhecida como Lei de Transparência ou Lei Capiberibe. Pelas regras da legislação, desde 28 de maio deste ano a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios com mais de 100 mil habitantes são obrigados a divulgar, “on-line, informações pormenorizadas sobre a sua execução orçamentária e financeira”.   O objetivo do índice é criar um ranking que aponte para as administrações públicas mais ou menos transparentes. Inspirados na lei complementar, o grupo pretende estabelecer uma competição saudável entre os gestores federais, estaduais e municipais para estimulá-los a divulgar, centavo por centavo, como usam o dinheiro público.   Com base nos parâmetros criados pelo comitê, são dadas notas de zero a dez para os portais públicos. Entre os critérios de avaliação estão o nível de detalhamento da despesa, as possibilidades de download dos dados, a frequência de atualização e as facilidades na navegação.   Além do economista e secretário-executivo do Contas Abertas, completam o time de especialistas os professores Ricardo Caldas e David Fleischer, da Universidade de Brasília (UnB), Bruno Speck, da Universidade de Campinas (Unicamp) e Ciro Biderman, da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Também colaboram na discussão o jornalista José Roberto de Toledo, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a representante da Controladoria-Geral da União (CGU), Vânia Vieira, e o presidente do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará, Ernesto Saboia.

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